Justiça argentina determina preservação de imagens de entrada de Flávio Bolsonaro no país antes de viagem aos EUA A Justiça Federal da Argen...
Justiça argentina determina preservação de imagens de entrada de Flávio Bolsonaro no país antes de viagem aos EUA
A Justiça Federal da Argentina determinou a preservação das imagens das câmeras de segurança que registraram a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, antes da viagem dele com a família para os Estados Unidos.
A decisão foi tomada pela juíza federal María Eugenia Capuchetti, que solicitou a manutenção dos registros aos órgãos responsáveis pelo controle migratório e de segurança na região de Puerto Iguazú, por onde o parlamentar teria ingressado no território argentino.
Segundo informações do jornal argentino Clarín, a magistrada determinou que sejam preservadas imagens sob responsabilidade da Direção Nacional de Migrações, da Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA), da Polícia de Segurança Aeroportuária e da Gendarmeria Nacional.
Os órgãos atuam no controle de fronteiras, no aeroporto de Puerto Iguazú, na alfândega e na ponte internacional Tancredo Neves, pontos pelos quais Flávio Bolsonaro e seus familiares teriam passado.
Além das imagens, Capuchetti determinou que as autoridades migratórias apresentem todos os registros de entrada do senador no país. A juíza também solicitou que a Chancelaria argentina informe se recebeu pedidos de cooperação internacional relacionados à situação judicial ou migratória de Flávio Bolsonaro.
A magistrada ainda pediu acesso à investigação conduzida pela Justiça Federal de Puerto Iguazú, que apura possíveis irregularidades no ingresso do senador e de seus familiares na Argentina.
Denúncia questiona possível ajuda do governo Milei
A investigação teve origem em denúncias apresentadas por parlamentares argentinos, entre eles o deputado Gabriel Solano e o deputado nacional Esteban Paulón, que pediram apuração sobre uma eventual participação de autoridades argentinas na entrada de Flávio Bolsonaro no país.
Solano afirmou, em sua denúncia, que deveria ser investigado se houve algum tipo de facilitação indevida por parte do governo do presidente Javier Milei.
“Não se pode deixar de considerar que o presidente Milei é cúmplice dessa ação ilícita”, declarou o parlamentar argentino, alegando que teria ocorrido uma possível violação dos procedimentos de cooperação internacional e controle de fronteiras.
Flávio Bolsonaro viajou acompanhado da esposa e das duas filhas. O grupo teria saído do Brasil com destino à Argentina, feito escala no Equador e posteriormente seguido para Miami, nos Estados Unidos.
A apuração da Justiça argentina busca esclarecer as circunstâncias da entrada do senador no país e verificar se houve irregularidades no procedimento migratório.
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