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Gim Argello acusa Arruda de traição e aliança entra em colapso nos bastidores do DF

  Gim Argello acusa Arruda de traição e aliança entra em colapso nos bastidores do DF O cenário político do Distrito Federal vive mais um ca...

 Gim Argello acusa Arruda de traição e aliança entra em colapso nos bastidores do DF

O cenário político do Distrito Federal vive mais um capítulo de forte tensão.
Um encontro que reuniria lideranças para alinhar a estratégia da aliança entre Avante e PSD terminou em clima de rompimento, com discussão acalorada, acusações de traição e um episódio marcado por um forte tapa na mesa.
Segundo relatos de participantes e interlocutores que acompanham as negociações, a reunião contou com a presença de Gim Argello (Avante), José Roberto Arruda (PSD), Luiz Pitiman e Paulo Octávio. 
O objetivo era consolidar entendimentos para a composição da chapa majoritária, mas o encontro terminou sem consenso.
Nos bastidores, Gim Argello tem afirmado que foi traído politicamente por Arruda. De acordo com sua versão, ele não pretendia retornar à política, mas decidiu voltar após insistência do ex-governador para construir uma ampla aliança visando as eleições.
Ainda segundo Gim, ele investiu tempo, recursos e articulação política para viabilizar o projeto. Em contrapartida, esperava indicar Jorge Argello como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Arruda, hipótese que, segundo aliados, vinha sendo discutida dentro das negociações entre Avante e PSD.
Durante a reunião, Gim teria reafirmado que "palavra dada é palavra que não pode ser retirada", demonstrando indignação com a condução das tratativas. 
Testemunhas relatam que o clima ficou extremamente tenso, culminando em um forte tapa na mesa durante a discussão.
A declaração mais contundente atribuída a Gim Argello durante o encontro teria sido direcionada a Arruda:
"Esse governo do Arruda será o governo das empreiteiras."
A frase foi dita, segundo relatos de bastidores, em meio ao agravamento do conflito entre os antigos aliados.
Luiz Pitiman também teria sido alvo de questionamentos durante a reunião relacionados ao seu histórico judicial, aumentando ainda mais a tensão entre os participantes.
A crise já estaria refletindo na formação da nominata proporcional. Conforme relatos de integrantes do Avante, alguns candidatos a deputado federal teriam manifestado resistência em caminhar ao lado de Arruda e avaliam apoiar Leandro Grass caso o rompimento seja confirmado.
Nos bastidores, a avaliação predominante é de que a aliança entre Avante e PSD sofreu um rompimento praticamente irreversível. Interlocutores afirmam que Gim Argello teria até o dia 15 para oficializar sua decisão política, embora, para muitos envolvidos nas negociações, o rompimento já seja considerado consumado.
Procurados, os citados poderão se manifestar sobre os relatos e as declarações atribuídas a eles. O espaço permanece aberto para suas versões dos fatos.
Se confirmado, o fim da aliança poderá alterar significativamente o cenário da disputa eleitoral no Distrito Federal, redesenhando estratégias e alianças para a sucessão ao Governo do DF.


Da redação 

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